Se você passou por uma perda gestacional, não precisa transformar uma situação dolorosa em uma pesquisa de termos técnicos antes de pedir orientação. O primeiro passo é guardar o documento emitido pelo serviço de saúde e identificar sua situação de trabalho. O INSS inclui o aborto não criminoso entre os acontecimentos que podem dar origem ao salário-maternidade. A análise do caso depende dos registros e da situação previdenciária; uma descrição breve na internet não substitui essa conferência.

O que conferir no documento recebido?

Confira o que consta no atestado médico sobre o acontecimento e o período de afastamento. Na tabela oficial de onde e quando pedir, o INSS indica o atestado médico como comprovante no caso de aborto não criminoso. Se você ainda não recebeu um documento ou não sabe se o que tem é suficiente, pergunte ao serviço de saúde qual registro pode ser fornecido e ao canal responsável pelo benefício qual documentação será exigida. Guarde esses dados em local privado; não é necessário narrar detalhes íntimos em uma mensagem pública.

A duração é igual à do caso de natimorto?

Não convém presumir que todas as perdas gestacionais seguem o mesmo procedimento. O INSS informa 14 dias nos casos de aborto espontâneo ou previsto em lei, a critério médico, enquanto apresenta 120 dias para natimorto na página geral do benefício. A diferença torna importante conferir o documento emitido e pedir a orientação aplicável à sua situação, sem tentar classificá-la apenas pela semana de gestação. Se o documento recebido menciona natimorto, consulte também nossa orientação específica sobre natimorto.

Com quem falar primeiro?

  • Empregada de empresa: a tabela do INSS indica a empresa como canal inicial a partir da ocorrência. Pergunte ao RH como apresentar o atestado e registrar o afastamento.
  • Demais trabalhadoras: o INSS indica o próprio Instituto. O serviço oficial de salário-maternidade urbano mostra o percurso do Meu INSS e informa o telefone 135 se o sistema estiver indisponível. Antes de iniciar, confirme se esse é o serviço adequado à sua situação.
  • Quem está desempregada: anote os vínculos e contribuições anteriores e a data do acontecimento. A página para desempregadas explica por que o histórico e a qualidade de segurada precisam ser conferidos; estar sem emprego hoje, sozinho, não resolve a análise.

Como pedir ajuda sem repetir tudo?

Uma pergunta suficiente para começar é: “Passei por uma perda gestacional, tenho este documento e esta era minha situação de trabalho. Qual canal deve analisar meu pedido?” Se houver um protocolo anterior, guarde o número e veja nosso roteiro para acompanhar um pedido antes de começar outro. Na avaliação inicial gratuita da Materna Prev, você pode pedir ajuda para organizar as informações e entender os próximos passos. Não compartilhe senha gov.br, atestado ou outros dados sensíveis em comentários públicos.

Fontes oficiais conferidas em 15/10/2026: página geral do salário-maternidade do INSS, notícia explicativa do INSS de 26/08/2026 e serviço Salário-Maternidade Urbano do gov.br, vinculados no texto. O enquadramento de cada caso depende dos registros e da orientação do canal responsável.